TOCTOC


30/08/2005


Tranquilidade

Eu tinha uma bactéria no estômago, a tal da H. pilory. Digo tinha porque ela não está mais no estômago, passou para a corrente sanguínea. Conseqüentemente, seu tratamento e erradicação estão cada vez mais difíceis. Porcausodisso, o Dotô Renato mandou tomar um remédio power-puff, om tal de TEQUIN (guardem este nome!). O remédio é louco de bão, tirando o gosto de moeda que fica na boca. Serve para acabar com tudo, de pneumonia adquirida em comunidade - seja lá o que isso for - até Gonorréia Anal Não complicada, o que me faz respirar aliviada...

 

E por acaso uma Gonorréia Anal consegue não ser complicada? Deus que me perdoe...

 

Iasmin, a sarada

Escrito por Um tosco qualquer às 13h11
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24/08/2005


Identificando

Tia Lu, desculpe decepcioná-la. Eu sou encontrada no Orkut com o meu nome mesmo, Iasmin Pestana.

 

E o Alexandre, pasme, com o nome dele, Alexandre Meira.

 

Óbvio.

 

Iasmin, a evidente. 

Escrito por Um tosco qualquer às 08h30
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22/08/2005


Pagando mico

É bem feito para a criatura. Fica uma encarnação sem aparecer para postar, daí esquece a senha e fica tentando um monte de bobagens - claro, porque as senhas criadas pelo Alexandre são sempre bobagens, as minhas são elaboradíssimas, têm que fazer sentido pelo menos para mim. Perdemos vários dias nesta gracinha.

 

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Eu tenho (por enquanto) um par de vizinhas. Mãe e filha. A Velha Tátátá e Bete Rígida. A Velha Tátátá tem essa alcunha por dois motivos: eu não tenho a "neve loção" do nome dela e ela fala apenas usando a sílaba "TÁ". Nos encontramos nas escadas ela me diz: "Tátátá?" . Sim, tem entonações diferentes, é tudo pontuado e virgulado. Eu, que falo uns idomazinhos mas não tenho idéia do que ela disse, respondo com um sorriso. Ela também já disse para Valéria que a cachorra dela "Tátátátátátátátátátá", apontando para Meg. E Jade também costuma "Tátátá" quando penteia os cabelos. A Velhinha os alisa enquanto comenta.

 

Mas a Bete Rígida fala "tátátá" fluentemente. Parei no meio da escada para ir para a casa do Alexandre (gorda e fumante, querem o quê?), porque o infame tem que morar no último andar de um prédio sem elevador. Enquanto engolia meu coração de novo, ouvi o seguinte "diálogo":

-Tátátátátátátátátátá...

-Onde é que já se viu frango cozido fazer mal prá alguém, mamãe?

-Tátátátátátátátá...

- Nem prá senhora, nem prá ninguém, mamãe!

-Tátátátátátá...

- Isso não existe, mamãe, isso não existe!

 

De que me adianta falar inglês, francês, espanhol, iorubá, se não sei falar "tátátá"? Acabo de descobrir que não posso ser tão arrogante...

 

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O chefe daqui autorizou minha ida prá Brasília!!! Ele estava achando que eu estav brincando...

 

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Faca na semana que vem, a úlcera que vá se instalar em outra pessoa. A nova, porque a velha não incomoda ninguém. Aproveitaremos o ensejo e cortaremos mais uma parte do estômago, totalmente inútil, desviaremos a ligação com o pâncreas, e uns metros de intestino, senão tudo se perde na cavidade abdominal. Pelo menos foi isso que o médico explicou, e eu fingi que entendi.

 

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O namorado do Alexandre vem aí. Sexta-feira, dia 2 de setembro. O Alexandre diz que gosta dele, mas vai levá-lo para Morretes, naquele trenzinho infame, para comer Barreado. Na companhia da Jade. Se isso é amor, não sei de mais nada.

 

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Vamos ali ver o que quer o chefe. Depois eu apareço, se tempo houver.

 

Iasmin  

Escrito por Um tosco qualquer às 09h21
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10/08/2005


Curso

Ah, só para ilustrar: tô no meio de um curso. Sobre cadastro de faixa de domínios de rodovias federais.

Ignorantes: faixa de domínio é um elemento lindeiro, mutável, não erigível, patrimônio da União. Pode ser medida com base no eixo da rodovia, mas sofre alterações de acordo com a utilização desta. Isso é, terreno na beira da estrada, onde não pode ser construído nada, nem ser colocada uma placa sem o conhecimento do ****. A grosso modo, óbvio. Tanto que um dos módulos do curso trata exatamente do registro da ocupação irregular, háháhá.

Tô com pena do professor, só tem casca grossa aqui dentro. Os rolas-grossa (rola-grossas?
rolas-grossas? sei lá como é o plural disso! os "fodão", pronto!!!) de cadastro, acesso, faixa de domínio e afins, e eu, palpiteira de plantão e chata sindicalizada!

Antes que ele chore, eu resolvi ficar quietinha.

Iasmin

Escrito por Um tosco qualquer às 10h53
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Mudanças

O nome do Alexandre mudou.

De Alexandre Meira para Alexandre Nero.

Não, ele não é o novo vocalista do Denorex 80. Ganhou esse nome novo porque tentou colocar fogo no apartamento dele neste final de semana. Acendeu uma vela para iluminar seus caminhos e foi à lavanderia. A tal vela caiu, queimou um móvel (feito em MDF, resina pura). O tal móvel não pegou fogo, mas encheu o apartamento de fuligem. Tudo ficou preto e sujo, inclusive o que estava em gavetas e armários. Louça e roupa. No começo deu dó, mas depois já estávamos dando risada.

Agradecemos à Deus por não morarmos no Ecoville, porque o apartamento seria maior, e nenhuma das vizinhas se habilitaria a ajudar na limpeza, como eu, Nanize e Marina.

Saldo final: paredes ganharam pintura nova, o carpete vai ganhar um banho feito por uma empresa especializada e pobres ganharão roupas doadas pelo Alexandre. No fim das contas, todo mundo feliz!!!

Iasmin, poliana

Escrito por Um tosco qualquer às 10h41
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05/08/2005


Telefone novo

9224-4934

 

 

Iasmin

Escrito por Um tosco qualquer às 09h01
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01/08/2005


Perdida

Gentinha, a viagem para Brasília foi maaaaaaaaaaravilhosa. Emoções fortíssimas.

 

Cheguei no aeroporto sábado pela manhã e tive que procurar a pessoa que iria me pegar, a Elisângela. Ela teimou que eu morava em Porto Alegre (o vôo de lá estava atrasado em mais de uma hora) e ela resolveu dar uma voltinha pelo aeroporto. Agradeci a Deus por não estar desembarcando no Terminal do Tietê, o que ia tornar a procura muito maior.

 

Saímos de lá, e as surpresas começaram. Sol, sol, sol. Minha jaqueta de couro ficou mais deslocada do que já é. Passamos por um monte de lugares "das antigas" , já fui vendo gente das antigas. E a saudade, que estava quietinha no seu cantinho, deu sinais de vida.

 

Passei pelo Cruzeiro para dar uma olhada no apartamento do pai do Aru, a lenda. A idéia era verificar se o tal imóvel estava em condições de uso, para que eu pudesse agitar uma suposta mudança para lá. Qual não foi minha surpresa quando descobri que o apê estava ocupado, pelo irmão do Aru, o Sergei. Cheio de bitucas de maconha pela sala, latas de cerveja, colchonetes. Um pardieiro, mas que eu daria rápido um jeito, se não fosse o detalhe do morador. Aru disse que tinha esquecido de me contar. Eu mereço.

 

Fiquei jogada na cama o dia todo, rindo com Elisângela. Quando a noite caiu, fomos ao Guará, para a festa de aniversário da Andréia, namorada do Roger, amigo velho. No meio da festa, enquanto eu dançava horrores, roubaram minha bolsa, com minha carteira de habilitação, dinheiro, carteira do plano de saúde, CELULAR. Fiquei passada, mas terminei a noite aos beijos com o policial que me ajudou, embora eu quisesse uma figurinha repetida que estava pela festa. Não faltarão oportunidades. Terminei a noite (ou comecei o dia?) na delegacia, dando parte do furto.

 

Domingão, churrasco na casa da Eli. Mais gente que eu não via há sete anos, mais dança, mais saudade. Fui ao banco, andei pelo Bandeirante, dormi cedo para poder ir ao curso que me levou até lá. No **** de Brasília, mais espalhação de penas, e mais vontade de ir embora para lá de vez. Vendi meu passe no Setor de Licitações e essa conversa caiu no ouvido do chefe aqui, que apareceu lá no dia seguinte. Ele aproveitou para me dar um esporro como uma platéia invejável. mas agora já era, já joguei a rede. Vamos ver se o Márcio Aquino cai. Rezem por este homem.

 

Voltei na quarta, mas pensei que não ia mais conseguir chegar aqui, três horas de atraso. Só valeu pela zoação no avião, com um monte de empreiteiros do Paraná no mesmo vôo. Matamos o chefe de vergonha, e eu achei bem feito.

 

Portanto, o resumo é este: não tenho celular, pelo menos até amanhã; o pagamento saiu, mas não tenho cartão de banco para movimentá-lo; vou fazer a segunda via da habilitação ainda esta semana, enquanto o cabelo se comporta; quero ir para Brasília, doa a quem doer, custe o que custar. 

 

Cansei da sensação de não me sentir "do lugar". Achei o meu, está no meio do Planalto Central. E não me venham com essa conversa de praia, secura, poeira. Com aquele pôr-do-sol lindo (que chega a ser brega de tão lindo), não preciso de mais nada.

 

Alguém quer comprar um apartamento em Neverland?

 

Iasmin  

Escrito por Um tosco qualquer às 13h32
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