Gentinha, a viagem para Brasília foi maaaaaaaaaaravilhosa. Emoções fortíssimas.
Cheguei no aeroporto sábado pela manhã e tive que procurar a pessoa que iria me pegar, a Elisângela. Ela teimou que eu morava em Porto Alegre (o vôo de lá estava atrasado em mais de uma hora) e ela resolveu dar uma voltinha pelo aeroporto. Agradeci a Deus por não estar desembarcando no Terminal do Tietê, o que ia tornar a procura muito maior.
Saímos de lá, e as surpresas começaram. Sol, sol, sol. Minha jaqueta de couro ficou mais deslocada do que já é. Passamos por um monte de lugares "das antigas" , já fui vendo gente das antigas. E a saudade, que estava quietinha no seu cantinho, deu sinais de vida.
Passei pelo Cruzeiro para dar uma olhada no apartamento do pai do Aru, a lenda. A idéia era verificar se o tal imóvel estava em condições de uso, para que eu pudesse agitar uma suposta mudança para lá. Qual não foi minha surpresa quando descobri que o apê estava ocupado, pelo irmão do Aru, o Sergei. Cheio de bitucas de maconha pela sala, latas de cerveja, colchonetes. Um pardieiro, mas que eu daria rápido um jeito, se não fosse o detalhe do morador. Aru disse que tinha esquecido de me contar. Eu mereço.
Fiquei jogada na cama o dia todo, rindo com Elisângela. Quando a noite caiu, fomos ao Guará, para a festa de aniversário da Andréia, namorada do Roger, amigo velho. No meio da festa, enquanto eu dançava horrores, roubaram minha bolsa, com minha carteira de habilitação, dinheiro, carteira do plano de saúde, CELULAR. Fiquei passada, mas terminei a noite aos beijos com o policial que me ajudou, embora eu quisesse uma figurinha repetida que estava pela festa. Não faltarão oportunidades. Terminei a noite (ou comecei o dia?) na delegacia, dando parte do furto.
Domingão, churrasco na casa da Eli. Mais gente que eu não via há sete anos, mais dança, mais saudade. Fui ao banco, andei pelo Bandeirante, dormi cedo para poder ir ao curso que me levou até lá. No **** de Brasília, mais espalhação de penas, e mais vontade de ir embora para lá de vez. Vendi meu passe no Setor de Licitações e essa conversa caiu no ouvido do chefe aqui, que apareceu lá no dia seguinte. Ele aproveitou para me dar um esporro como uma platéia invejável. mas agora já era, já joguei a rede. Vamos ver se o Márcio Aquino cai. Rezem por este homem.
Voltei na quarta, mas pensei que não ia mais conseguir chegar aqui, três horas de atraso. Só valeu pela zoação no avião, com um monte de empreiteiros do Paraná no mesmo vôo. Matamos o chefe de vergonha, e eu achei bem feito.
Portanto, o resumo é este: não tenho celular, pelo menos até amanhã; o pagamento saiu, mas não tenho cartão de banco para movimentá-lo; vou fazer a segunda via da habilitação ainda esta semana, enquanto o cabelo se comporta; quero ir para Brasília, doa a quem doer, custe o que custar.
Cansei da sensação de não me sentir "do lugar". Achei o meu, está no meio do Planalto Central. E não me venham com essa conversa de praia, secura, poeira. Com aquele pôr-do-sol lindo (que chega a ser brega de tão lindo), não preciso de mais nada.
Alguém quer comprar um apartamento em Neverland?
Iasmin