TOCTOC


28/07/2005


Brasília

Oi, me faz um favor? Me traz de lá uns documentos que eu estou precisando, a falta de umidade daí, meus amigos, a vista da Torre de televisão, o artesanato da feira, o remédio da sinusite das freiras da 910 Sul, o chá de endoidar do Vale do Amanhecer. Ai, dá para colocar as festas juninas na mala? Todas, tá?

 

Se não for pedir muito, bota também a piscina de ondas, o Parque da Cidade e os seus corredores, o som do carro da Elisângela, a risada da Camila, o jogo de buraco com a Joana, a cerveja gelada que eu gosto de tomar, mas tem que ser em Taguatinga, para a gente poder rir das pessoas do lado. Me dá também um pastel da Viçosa da Rodoviária do Plano Piloto, e uns badulaques da feira do Paraguay, porque ninguém precisa ser glamourosa o tempo todo.

 

Me dá uns quatro ou cinco ônibus que eu saiba o itinerário completo, aliás me dá o eixão para andar de carro velho (porque de acordo com nossa teoria, gente bonita não precisa de carro novo), me dá também a paciência necessária para lavar todo santo dia a roupa que vai ficar vermelha de barro, mas que vai secar em segundos. Deixa eu ver o Tim Maia mais uma vez pela Segunda Avenida, por favor.

 

Ah, já ia esquecendo: traz a lotação que faz Park Shopping-Cruzeiro-Rodoferroviária-Carrefour Norte-Agua Mineral, que é a mais musical de todas. Uma porção de carne de sol com mandioca e arrumadinho com manteiga de garrafa no Gibão e banho no Paranoá de sutiã e calcinha. Uns táxis de qualquer cor, umas ruas com nomes de número. Acho que é só isso.

 

Na volta, deixa a minha saudade lá, porque eu mesma volto para buscar.

 

Obrigada, sabia que você ia quebrar essa.

 

Iasmin, de volta, por enquanto

Escrito por Um tosco qualquer às 09h33
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21/07/2005


Recebido por emelho

Confidências da dona do puteiro...



Baixa tanto político no meu privê que coloquei o nome do estabelecimento de 'metida provisória'.
Esta semana, com tanta gente para aparecer, adivinhem quem resolve dar o ar da graça? Severino.
Depois dizem que puta é mulher de vida fácil.

Fácil? Quero ver encarar.

Se um milhão de pessoas vaiaram o sujeito vestido, imagina sem roupa. Mas nada que cinco notas de cem não o transformem num Suplicy. Vem com a mamãe, Severino. Apaguei as luzes por motivos óbvios. Desci com a mão até o baixo clero, mas o dito-cujo era nanico.

Pensei: É, Severino, está precisando conseguir um aumento pro rapaz aqui, hein? Para incentivar, comecei a falar umas palavras de 'baixo escalão':

 

Vem, Severo.

Me chama de Congresso e me desarruma.

Pensa que eu sou o governo e me mete o pau.

Finge que eu sou teu filho e me bota lá dentro.

Pensa que eu sou o orçamento e acaba comigo.

Vai, Severo. Finge que eu sou o povo e me leva a loucura.

 

O Severo deve ter gostado. Tanto que começou a dizer que ia me tirar dessa vida, que ia me arrumar um emprego no Congresso e coisa e tal. Isso já é "neputismo", pensei.

Mas, como ele conseguiu transformar o Congresso numa zona, até faz sentido...

Escrito por Um tosco qualquer às 15h54
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Esclarecimento

Sumi sim.

Por vontade própria.

Ou melhor, por falta de vontade própria.

Auto-estima nula, sensação de tempo perdido, em causas perdidas, com pessoas perdidas e nulas (eu mesma).

Deve passar, tem que passar. Nem eu me aguento assim. Casa vazia, celibato, doença, desmotivação profissional (ou motivação pouca, ainda não sei direito), não caso nem compro bicicleta.

 

Quando eu melhorar, volto.

 

Vão perturbar o Alexandre, sim?

 

Iasmin, de c* virado

Escrito por Um tosco qualquer às 13h30
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07/07/2005


Ah, sim!

Esqueci de parabenizar o padrinho pala nota boa na "Monagrafia". Desejo a você todas as coisas de tia velha, como de praxe. Deixarei o senhor pagar o kirsch do final de semana, já que não tenho aula sábado.

 

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Acabo de receber uma notícia tristíssima: lá na Construirlândia, terra da Mi$helllle e da Tia Lú, foi bloqueado o acesso postante e comentante aos blogs. Calma, meninas. A gente vai dar um jeito nisso. Preciso saber a operadora de seus celulares. Se for Vivo ou Claro, já estamos meio-caminho andado. Sem escândalo.

 

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Deixa eu atender o Engenheiro Marino Koch, da Concessionária Caminhos do Paraná. Ele é lindo, e eu não tenho nem um colírio na bolsa. E ele está rindo do que escrevo aqui... Tolo!

 

Iasmin

Escrito por Um tosco qualquer às 09h52
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Por quê, Meu Deus?

Tem uns dias que você não deve sair de casa. Eu sei que isso acontece com todo mundo. Eu sei que inclusive esta é uma das coisas maravilhosas da vida, que nos fazem sair da rotina. Eu só queria saber porque isso acontece comigo com tanta freqüência. Sinceramente.

 

A noite de terça já me dava uma idéia do que ia acontecer. Liguei para o Personal Banking da Caixa Econômica para verificar se o Aru tinha depositado a pensão da Jade. Tudo certo, exceto o valor. A múmia mandou o dobro. Estava errado, claro. Aru é bacana mas não é bobo. De modos que ele me ligou um pouco mais tarde para passar o número da conta dele para que eu devolvesse a grana.

 

Acordei tri-atrasada, até mesmo porque estava um frio inacreditável, mas maravilhoso para dormir. Cheguei no trabalho quase às nove da manhã. Encontrei a sala deserta e fui tomar um café. A telefonista me perguntou porque estava "matando" a reunião com o chefe. Resolvi nem aparecer lá, para não levar um esporro em público. Passei a manhã toda bestando, no MSN com Dayanne, Danusa Ferry e Elaine, e acabei levando o meu esporro por telefone mesmo, porque o chefe não ia aguentar até a tarde.

 

Fui almoçar, mas antes tentei depositar o dinheiro do Aru. Claro que não fui feliz, ele me deu o número da conta errado. Gastei meus últimos centavos em crédito ligando para o celular paulista dele, tentando corrigir o número, mas ele não me ouvia. Evidentemente, ele vai me ligar de volta, eu pensei, tola que sou. Ligou sim. A cobrar. Às três da tarde. Do celular dele para o meu. Nesta hora, estava no telefone com um ex-namorado da minha irmã mais velha, me contando que o irmão dele, que por acaso foi meu namorado, morreu num acidente de carro. Desta ligação, fui direto falar com o chefe antes que ele me batesse, e da sala dele saí já de noite, apenas uma hora depois do meu horário. Ele disse que era para pagar a hora que eu matei de manhã...

 

Cheguei na minha sala, encontrei Marli, minha amiga carente, me lembrando que ontem era aniversário de Sônia Maria, outra amiga carente. Como não tinha ligado ainda para ela, e Marli iria vê-la na saída do trabalho, resolvi ir junto. Liguei para Jade, mandei-a para a casa da Valéria. Saindo do trabalho de Sônia, eu iria para o mercado, até mesmo porque minha geladeira parecia um côco, só a casca e água dentro. Sônia torceu o pé no trajeto do estacionamento, e Marli achou melhor levá-la em casa, me prometendo que iria me levar ao mercado caso fizesse companhia a ambas. Ah, etinha que passar no banco para fazer a transferência do dinheiro para o Aru, desta vez para a conta certa. Vocês devem estar se perguntando porque não fiz a transferência pela internet, mas a minha senha está queimada, óbvio. E para reativá-la, só indo na agência. Eu moro no Portão, trabalho no Tarumã e a agência é no São Lourenço. Inviável. Aos brasilienses: é como se eu morasse na Asa Norte, trabalhasse em Taguatinga e a agência, em Sobradinho. Aos cariocas: moro no Méier, trabalho no Flamengo, e a agência é em Jacarepaguá. Não rola.

 

Levamos Sônia e tive que descer do carro, uma vez que Madalena, a irmã dela estava lá, e se ela soubesse que lá estive não falei com ela, meu nome estaria na boca do sapo hoje cedo. Entrei, tomei um café horrível e saí correndo. Na porta da casa, percebemos que o pneu do carro da Marli estava furado e descobri que ela jamais tinha trocado um pneu na vida. Sobrou para a Rica, que tem a feia mania de ser mulé-macho. Não vou nem contar que ela não tinha macaco e eu tive que pedir na oficina do fim da rua (que aliás, é quase em São Paulo, Estrada da Ribeira adentro. Perto da Casa da Empada) e que o mecânico ficou assistindo à troca de pneu. Vocês não iam acreditar mesmo. Tampouco vou contar que Marli se perdeu na volta, já é muito para a cara de vocês.

 

Fui ao mercado. Como todas as pessoas da cidade, esquecendo que era jogo do Atlético Paranaense. Mercado cheio, caixa trainée, perdida, perdida. E eu já estava rindo, não adiantava nada chorar, mesmo com a Marli choramingando as agruras da vida dela o tempo todo. Cheguei em casa. Eu disse casa? Como sou simples, aquilo parecia um campo de batalha, colchão jogado no chão da sala, toda a louça da casa suja na pia, pratos e copos e revistas e roupas, tudo jogado pela casa. Guardei a compra de geladeira e dei uma de Scarlet O'Hara, em "E o vento levou": amanhã eu penso nisso.

 

Fui para a casa da Val, ver o fim do jogo e tomar um vinho, porque ninguém é de ferro. Só esqueci do estômago vazio, e a minha úlcera não gostou nada disso. Passei a noite vomitando, para encerrar o dia com chave de ouro.

 

Quero crer que isso tudo faz parte de um plano divino para deixar-me mais forte. Só não consigo entender o porquê desse escândalo. Me dá até medo, pois posso começar a prever o que virá pela frente. DEUZULIVRE!

 

Iasmin

Escrito por Um tosco qualquer às 08h47
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06/07/2005


Informações Gerais

Palavras de meu orientador diante da PRIMEIRA VERSÃO da minha monografia:

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Oi Alexandre,
li o seu trabalho. Certamente por sua experiencia profissional e formação
anterior voce desenvolveu-o de forma plenamente adequada.
...
Parabens e pode fechar o trabalho para entregar na secretaria.
Sergio
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Desculpem, mas eu sou FODA... aliás, FODA é meu pai que me fez.. eu sou FODINHA!!

 

 

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Hoje estou com CC... Tomei Red Bull e criei asas... um horror! Tudo por conta de uma infame de uma agenda com quatrocentas e treze variáveis que me deixou ansioso e que deveria terminar até o meio-dia de hoje... Terminei, mas o CC tá brabo!

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Meu sobrinho, Victor, estuda na escola de música Villa Lobos:

-Tio!

- Que é!

- puto!

- Por que?

- Tirei 9,5 na prova da Villa Lobos

- Prova de que?

- ditado melódico.

- Boçal !

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Jade, leia-se Xica da Silva, está impossível, "respondona", "groove", descabelada, abusada, perspicaz... enfim, a filha da onça tem que nascer pintada.

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Joguei no bolão da lotérica: 120 jogos de 6 dezenas. Ou vai ou racha! Se der, lembrarei de vocês.

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Comprei um super-energético: guaraná, marapuama, nó de cachorro, catuaba... Amargo pacas... Tirem todos os buracos da minha frente!

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Eu e a Rica pensamos em nos casar. Só pra compor renda... E para no caso de morte nenhum parente tenha direito ao acuezinho.

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Biografia do Orvalho

Manoel de Barros

 

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas,
que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.

 

Escrito por Um tosco qualquer às 16h46
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04/07/2005


Música Para Ouvir

Arnaldo Antunes

Música para ouvir no trabalho
Música para jogar baralho
Música para arrastar corrente
Música para subir serpente
Música para girar bambolê
Música para querer morrer
Música para escutar no campo
Música para baixar o santo
Música para ouvir
Música para ouvir
Música para ouvir

Música para compor o ambiente
Música para escovar o dente
Música para fazer chover
Música para ninar nenê
Música para tocar novela
Música de passarela
Música para vestir veludo
Música pra surdo-mudo

Música para estar distante
Música para estourar falante
Música para tocar no estádio
Música para escutar rádio
Música para ouvir no dentista
Música para dançar na pista
Música para cantar no chuveiro
Música para ganhar dinheiro

Música para ouvir
Música para ouvir
Música para ouvir

Música pra fazer sexo
Música para fazer sucesso
Música pra funeral
Música para pular carnaval
Música para esquecer de si
Música pra boi dormir
Música para tocar na parada
Música pra dar risada

Música para ouvir
Música para ouvir
Música para ouvir

 

 

 

Todo mundo dançando!!!!!

Escrito por Um tosco qualquer às 13h59
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Não estava com um pingo de vontade de postar hoje, mas me senti na obrigação de aparecer.

 

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Decidi que não usarei mais drogas (lícitas ou não). Tampouco beberei, desde que possa fazer endoscopia sedada às segundas, quartas e sextas pelo resto da minha vida. Muito bom, roubei até uma revista da clínica, depois de ouvir um cara cantando "I've Got You Under My Skin" na Ana Maria Braga e de assistir à entrevista do Roberto Jefferson com o olho roxo. Tinha uma TV lá, pelo menos eu acho.

 

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Rodrigo agora trabalha para Alexandre. Maurício também. Sei...

 

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Ah, resolvi limpar meu nome! Caso a Valéria não tenha esquecido, hoje será depositada a primeira parcela da dívida na conta deles. Ainda não sei se é uma boa coisa, mas vamos ver onde isso vai dar.

 

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No cursinho, tudo bem, mas eu descobri que só eu sei o que estou fazendo lá. Ponto para Min.

 

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Dayanne foi vista no Café da Madrugada às sete da manhã de domingo na companhia de Maurício Vogue. Se ela já não tivesse me contado, eu ia começar a acreditar que só temos amigos fofoqueiros...

 

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Dona Jade, após a surra espetacular que tomou no domingo, está em casa numa boa, de férias, me perguntando quantas colheres de Nescau® são necessárias para fazer a "laminha" no fundo do copo. Às onze e quinze. Vida de Sinhá é isso.

 

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Valéria, quando o seu marido estiver tomando cerveja, me avise para não aparecer. Não dormi nada, porque fiquei a noite toda indo ao banheiro. Eu não trabalho em casa! E a Jade saiu com uma ótima: ontem estávamos fazendo a lista de homens bonitos do condomínio, certo? Quando entramos em casa, ela perguntou porque não falamos do Luciano. Tantamos explicar noções básicas de respeito, mas não sei se ela engoliu.

 

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Falando em diferenças, alguém sabe a diferença entre ser rico e ter dinheiro?

 

Iasmin

Escrito por Um tosco qualquer às 13h41
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BRASIL, Sul, CURITIBA, CENTRO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Quechua, Coleções e miniaturas, Esportes de aventura, tricô e crochê
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