TOCTOC


30/07/2004


Devidamente apresentada

Ai, como o Alexandre é antipático! Bicha grossa! Agora que eu percebi que ele não nos apresentou direito, eu também não estou prestando atenção em nada ultimamente. Acho que é meu novo TOC, tenho um TOC novo por semana. Este não vou contar para o psiquiatra, huahuahuahua.

Meu nome é Iasmin, com "I" mesmo, sou meio paraguaia mesmo. Nada disso, minha mãe é pedagoga e pensou que se meu nome iniciasse com "Y", eu acabaria sendo a última da lista de chamada da escola, o que poderia me traumatizar. Um pedaço do meu bolo de aniversário de 6 anos que ela esqueceu de me dar não me traumatizaria de jeito nenhum. Acho que sou gorda por isso. Só por isso, é claro. A cerveja não conta, tampouco o sorvete de creme com Sucrilhos e Karo. Tenho 30 inacreditáveis anos, 31 em 1º de dezembro. Inacreditáveis para mim mesma, que nunca pensei que iria tão longe. Agora eu queria ficar velha e maluca, nesta ordem. Mas fiquei maluca primeiro, o que me resta é envelhecer sabiamente. Frase infame, não é mesmo?

Sou carioca por acaso, me considero brasiliense por opção. Mais um sintoma de loucura, só sendo maluca para optar por Brasília. A Jade inclusive nasceu lá, mas podia ter sido no Goiás, se tivesse feito isso no final de semana, em vez de ter nascido numa segunda-feira. Mas é melhor ter um filho candango do que goiano, já diz o velho ditado: "Errar uma vez é humano, duas vezes é goiano". Piadas a parte, adoro o Goiás, só não como pequi porque ninguém merece. Além do que, a Jade já é filha do Arueira, Aru para os íntimos (e para os não íntimos também, ele fica amigo dos outros facinho, facinho...), já é um karma bastante pesado para a pobre da criança. Ela já tem sete anos, parece que vai vingar...

Estou morando em Curitiba desde junho de 1998, casei de novo com Ubirajara, Bibi para os íntimos, mas já nos separamos e ele casou de novo, contra minha vontade. Não sei nem se tenho ciúme ou inveja, mas o caso agora não é Bibi. Mesmo porque, sou solteira e não solteirona. Gosto de homem, novo, velho, preto, branco, alto, baixo, gordo, magro, rico ou pobre. Claro que respeitando o limite da normalidade, nenhuma aberração, pelo menos por enquanto ainda não. O Alexandre e a Rose, meus amigos e gays, dizem que eu não sou sapatão por pura preguiça, mas esta opinião é a deles.

Sou, ou melhor, estou funcionária pública federal no órgão de mais corrupção no país, o ****, que agora se chama ****, mas é a mesma merda de antes. O nome será poupado para evitar aporrinhações futuras. Desafetos a balde, por que a mentalidade do funcionário público em vias de aposentar-se é meio difícil de suportar, pelo menos para mim. Mas louca aqui sou eu, entonces...

Moro lá na Ilha da Fantasia, ou em Neverland, onde mora um monte de gente doida, includes minha mãe, doravante chamada de Vovó, junto com minha irmã mais nova, Nanize. Tem de tudo, as histórias sobre Neverland parecem as da Bíblia. Velho Testamento, é claro, que é o bão!

Por enquanto é só. E tu Alexandre, o que tens a dizer?

Iasmin, a rica

Escrito por Um dos dois malucos às 10h31
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Que maravilha!

Hoje o dia não podia ter começado melhor! Pelo menos não chove em Curitiba, pelo menos não até as 9:00 da manhã, mas sabe Deus o que acontecerá até a noite.

Terminei a noite de ontem ajudando minha comadre a fazer a mudança de um amigo dela, óbvio, amigo meu não se muda de noite se quer a minha ajuda (a não ser que a Fininvest esteja na porta da frente!) com um pastor alemão vira-lata, ou seja um pastor-lata, me perseguindo o tempo todo, assim, como direi?, visivelmente excitado com a minha perfomance de carregadora. Um luxo só, até ele resolver me abraçar para demonstrar seu afeto. Seria ótimo se não fosse o hálito... Eu tava lá! Picando couve à Juliana para uma feijoada na Tábua dos Dez Mandamentos! Depois disso, achava que nada poderia ser pior. Ledo engano meu.

Hoje acordei ultra atrasada, derrubei meu shampoo Elséve Hidra-Max no banho, perdi a hora embaixo do chuveiro (porque perdi meu relógio na quarta-feira nas imediações da casa de macumba na qual fui comprar um remédio para uma amiga, mas isto é conversa para outro dia), quase perdi a carona, mas cheguei arrastando a menina samambaia, digo, minha filha Jade no carro da Rose, a Comadre. Antes tivesse perdido a merda da carona! A mulher tinha que ir buscar um cara lá na casa do chapéu (viu, Alexandre, como eu consigo ser civilizadinha? Um palavrão até agora!), se perdeu, me largou num lugar super estranho que eu só percebi que se tratava do Boqueirão por causa do quartel do exército, cheio de meninos horrorosos, aquele cheiro de homem no ar logo cedo, eles todos em fila, era a Santa Ceia! Aí, a rica aqui resolveu pisar numa poça de lama bem na frente do infame estabelecimento, jogando também na lama qualquer possibilidade de manter contato. A calça já está limpa, foi devidamente lavada com shampoo de carro aqui no trabalho, ao qual cheguei de táxi, bem Angélica. Dei de cara com o Homem-que-come-cocô, também conhecido como meu chefe, e ele fez cara de que quer saber de onde eu tirei dinheiro para andar de táxi em pleno dia 30. Bão para ele num si metê a besta de falá nada, hum, hum.

Até agora Texugo não chegou (trabalha comigo, é até bonitinho, tem uns olhos azuis que te enganam fácil em noite fria, mas tem treze anos mentais, não rola), preciso que ele leia o bilhete que deixou para mim. Ele jamais ouviu falar em caligrafia. Mas Edvino (só no nome) já me disse que estou bonita, cheirosa e disse que quer me levar para almoçar no "secrets". Isso é assédio. Moral!!! Elogio de Edvino é pior que pisar na lama. Uma vez ele me disse que eu estava "peluchinha". Depois que consegui ressucitar o Texugo do seu ataque de riso, descobri que quando a leitoa está em ponto de abate, nasce uma pelagem escrota nas costas dela que é a tal da peluchinha. Às vezes acho que é melhor não ter nenhum fã do que ter um Edvino na vida. Aliás, já tem dez anos esta coisa dele comigo, eu ainda morava em Brasília e tinha um marido, o Aru, cuja biografia será lançada brevemente por mim mesma.

Ainda são 9:30 e o dia que está se anunciando não promete melhorar muito. Mas eu vivo porque sou babaca, por isso vamos aguardar. Daqui a pouco tem mais...

Iasmin, a Rica

Escrito por Um dos dois malucos às 08h42
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29/07/2004


Primeiro Contato

Bom dia, Internautas!

É nosso primeiro contato como blogueiros (ou seria bloguistas?), ou qualquer nome que o valha. Entendemos porra nenhuma, ou quase nada, de computador. Por isso, desculpem qualquer falha.

Agora quem vos fala é Lelê, gay mais ou menos assumido, dono de duas empresas, cumprade de Iaiá, a outra dona desse blog, mãe de Jade, a menina samambaia, que é cumadre de Rose, a lésbica, síndica do condomínio em que todos moramos. Minha terapeuta chama o condomínio de Ilha da Fantasia porque só acontecem coisas absurdas. Não sei se já comentei, mas Lelê e Iaiá são da diretoria do infame condomínio, respectivamente como conselheiro consultivo (ASPONE) e sub-síndica (ASPONE mais graduada).

Ambos, Lelê e Iaiá, sofrem de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) em alto grau. Se acham o máximo, são babacas ao extremo, lêem de tudo, conversam de tudo, adoram se passar por expertos e inteligentes. Daí o nome do blog.

Para nos tornarmos mais babacas, somente colocando nossas histórias na internet e tentar angariar o maior número possível de seguidores . Somos agradáveis, interessantes, bem humorados e... babacas pra cacete.

Histórias interessantes não faltarão!

Escrito por Um dos dois malucos às 10h58
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BRASIL, Sul, CURITIBA, CENTRO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Quechua, Coleções e miniaturas, Esportes de aventura, tricô e crochê
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