Ai, como o Alexandre é antipático! Bicha grossa! Agora que eu percebi que ele não nos apresentou direito, eu também não estou prestando atenção em nada ultimamente. Acho que é meu novo TOC, tenho um TOC novo por semana. Este não vou contar para o psiquiatra, huahuahuahua. Meu nome é Iasmin, com "I" mesmo, sou meio paraguaia mesmo. Nada disso, minha mãe é pedagoga e pensou que se meu nome iniciasse com "Y", eu acabaria sendo a última da lista de chamada da escola, o que poderia me traumatizar. Um pedaço do meu bolo de aniversário de 6 anos que ela esqueceu de me dar não me traumatizaria de jeito nenhum. Acho que sou gorda por isso. Só por isso, é claro. A cerveja não conta, tampouco o sorvete de creme com Sucrilhos e Karo. Tenho 30 inacreditáveis anos, 31 em 1º de dezembro. Inacreditáveis para mim mesma, que nunca pensei que iria tão longe. Agora eu queria ficar velha e maluca, nesta ordem. Mas fiquei maluca primeiro, o que me resta é envelhecer sabiamente. Frase infame, não é mesmo? Sou carioca por acaso, me considero brasiliense por opção. Mais um sintoma de loucura, só sendo maluca para optar por Brasília. A Jade inclusive nasceu lá, mas podia ter sido no Goiás, se tivesse feito isso no final de semana, em vez de ter nascido numa segunda-feira. Mas é melhor ter um filho candango do que goiano, já diz o velho ditado: "Errar uma vez é humano, duas vezes é goiano". Piadas a parte, adoro o Goiás, só não como pequi porque ninguém merece. Além do que, a Jade já é filha do Arueira, Aru para os íntimos (e para os não íntimos também, ele fica amigo dos outros facinho, facinho...), já é um karma bastante pesado para a pobre da criança. Ela já tem sete anos, parece que vai vingar... Estou morando em Curitiba desde junho de 1998, casei de novo com Ubirajara, Bibi para os íntimos, mas já nos separamos e ele casou de novo, contra minha vontade. Não sei nem se tenho ciúme ou inveja, mas o caso agora não é Bibi. Mesmo porque, sou solteira e não solteirona. Gosto de homem, novo, velho, preto, branco, alto, baixo, gordo, magro, rico ou pobre. Claro que respeitando o limite da normalidade, nenhuma aberração, pelo menos por enquanto ainda não. O Alexandre e a Rose, meus amigos e gays, dizem que eu não sou sapatão por pura preguiça, mas esta opinião é a deles. Sou, ou melhor, estou funcionária pública federal no órgão de mais corrupção no país, o ****, que agora se chama ****, mas é a mesma merda de antes. O nome será poupado para evitar aporrinhações futuras. Desafetos a balde, por que a mentalidade do funcionário público em vias de aposentar-se é meio difícil de suportar, pelo menos para mim. Mas louca aqui sou eu, entonces... Moro lá na Ilha da Fantasia, ou em Neverland, onde mora um monte de gente doida, includes minha mãe, doravante chamada de Vovó, junto com minha irmã mais nova, Nanize. Tem de tudo, as histórias sobre Neverland parecem as da Bíblia. Velho Testamento, é claro, que é o bão! Por enquanto é só. E tu Alexandre, o que tens a dizer? Iasmin, a rica




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